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Fonoaudiologia Coração Eucarístico

Áreas de atuação do profissional


Motricidade Orofacial

Motricidade Orofacial é a especialidade da Fonoaudiologia voltada para o estudo/pesquisa, prevenção, avaliação, diagnóstico, desenvolvimento, habilitação, aperfeiçoamento e reabilitação dos aspectos estruturais e funcionais das regiões orofacial e cervical (Comitê de Motricidade Orofacial da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia). É uma área da Fonoaudiologia que atua com as dificuldades de sucção do recém-nascido, alterações da mastigação, dificuldades de deglutição (disfagia), respiração oral e distorções na fala. Atende pacientes portadores de fissura labiopalatina e outras deformidades craniofaciais, síndromes, paralisia cerebral, paralisia facial, pacientes com disfunção na ATM, que sofreram traumas ou queimaduras na face, que foram submetidos à cirurgia ortognática ou de retirada de tumores de cabeça e pescoço, pacientes com comprometimento neurológico decorrente de AVE, TCE e de doenças degenerativas. Pode atua r ainda melhorando a estética facial, o ronco e a apnéia noturna. O fonoaudiólogo especialista em M.O. trabalha muito em conjunto com outros profissionais, como dentistas (de várias especialidades), otorrinolaringologista, neurologista, pediatra, cirurgião plástico e de cabeça e pescoço, dermatologista, fisioterapeuta, psicólogo, dentre outros. Os principais locais de atuação em M.O. são clínicas, consultórios particulares, hospitais (ambulatório, UTI neonatal, UTI adulto), APAE, asilos e unidades básicas de saúde, o que confere a esta especialidade um amplo mercado de trabalho.


Voz

A voz é uma área abrangente da Fonoaudiologia, que trata tanto da alteração quanto da estética. Falar sobre a voz é falar da expressão do ser humano e estar com a voz alterada significa ter a possibilidade de transmitir uma imagem distorcida de si mesmo. Quando estamos disfônicos a vontade é de se iniciar qualquer interlocução com “minha voz não é assim...”, pois uma voz disfônica pode passar uma impressão distorcida de nós mesmos. Quando conhecemos uma pessoa, sua voz nos dá as pistas de sua personalidade, pois a voz e a forma de empregarmos este maravilhoso instrumento carrega toda nossa identidade. Uma voz eufônica é aquela que consegue identificar o indivíduo como ser humano único que ele é sem que haja desconforto na produção ou na recepção. A definição de disfonia é bastante controversa. Sugeriríamos uma dicotomia para a definição de tal alteração: disfonia patológica e disfonia estética. A disfonia patológica seria qualquer alteração vocal causada por uma lesão laríngea ou emprego inadequado do aparelho fonador, mesmo que não haja lesão, como, por exemplo, uma fenda glótica. A disfonia estética, seria qualquer alteração vocal que interfira de forma negativa na estética vocal, como, por exemplo, uma voz hipernasal, sem no entanto, estar associada à qualquer lesão. Desta forma, a disfonia patológica estaria necessariamente associada a uma alteração visível à avaliação laringológica, enquanto que a disfonia estética estaria na dependência da percepção e dos conceitos prévios do ouvinte, sendo que uma mesma voz pode ser normal para um ouvinte e esteticamente alterada para outro ouvinte. Da mesma forma, uma disfonia patológica pode ser muito bem aceita socialmente, se esteticamente a qualidade vocal daquela voz agrada ao ouvinte. O Fonoaudiólogo especialista em voz tem uma vasta gama de opções de atuação dividida em dois grandes grupos: atuação na voz patológica e na voz profissional. Antes de tudo, os Fonoaudiólogos são profissionais que lidam com a comunicação e, comunicar, envolve muito mais que o som produzido pelo aparelho fonador. Comunicar envolve, dentre vários fatores que fatalmente não serão citados na sua totalidade, a expressão corporal, a mímica facial, a articulação, a ressonância vocal, o brilho nos olhos, a história de vida, a bagagem lingüística, a forma de estruturar seus pensamentos, e, acima de tudo, a emoção.


Linguagem

A linguagem é uma faculdade inata dos seres humanos, caracterizada por um processo mental de manifestação do pensamento, de natureza consciente, significativa e orientada para a socialização. A linguagem é, também, uma das quatro áreas possíveis de especialização na Fonoaudiologia, voltada para o estudo, pesquisa e atuação junto aos diversos componentes da mesma, ou seja, a semântica, a fonologia, a pragmática e a morfossintaxe.


Audiologia

A audiologia é uma ciência que estuda a audição e desenvolve métodos para a detecção e tratamento de doenças que afetam o funcionamento das vias auditivas. No Brasil, se configura como uma das especialidades da fonoaudiologia, sendo desempenhada principalmente por fonoaudiólogos. Possui relação estreita com a otologia, otorrinolaringologia, pediatria e neurologia posto que o diagnóstico das doenças auditivas deve ser realizado de forma conjunta e em equipe multidisciplinar. Tendo em vista as áreas de atuação do audiologista (audiologia clínica, audiologia educacional e audiologia ocupacional) o mesmo encontra-se inserido no mercado de trabalho em hospitais, empresas, escolas e em clínicas especializadas no atendimento de deficientes auditivos. O objetivo de sua atuação é prevenir e tratar as alterações auditivas que repercutem de maneira significativa nas habilidades comunicativas das pessoas. O tratamento pode ser feito através da (re)habilitação auditiva e do desenvolvimento de estratégias comunicativas que diminuam a desvantagem auditiva de indivíduos surdos.


Saúde Pública

A atuação em Saúde Coletiva tem sido um crescente campo de atuação do fonoaudiólogo. A inserção de profissionais em diversas frentes de trabalho em Saúde Coletiva (Unidades Básicas de Saúde, Policlínicas, Núcleos de Reabilitação, Escolas, Creches, Indústrias, Hospitais, etc.), assim como sua inserção em equipes de Planejamento em Saúde e em equipes de Epidemiologia e Informação em Saúde, tem contribuído sobremaneira para a consolidação da Fonoaudiologia como ciência que visa à saúde integral da população. O trabalho nesta área é um importante agregador e integralizador das ações, uma vez que propicia troca de conhecimentos, momentos de discussão e atuação multidisciplinar em saúde. Ressalta-se assim, a importância de ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde fonoaudiológica da população. Com o crescimento e consolidação da Fonoaudiologia como campo de atuação da Saúde Coletiva, torna-se necessário que haja um investimento das Instituições de Ensino na formação dos alunos, além da atualização dos profissionais sob este enfoque. Deve-se propiciar uma formação voltada para a realidade de saúde do nosso país, e para a crescente demanda do mercado de trabalho para um profissional generalista, capaz de atuar em todos os níveis de prevenção e de utilizar os Sistemas de Informação em Saúde para o planejamento e elaboração das ações.

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