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Notícia Detalhada

OFICINAS DE MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA: A OPINIÃO DOS PARTICIPANTES


Autores: Tatiana Resende Prado Rangel de Oliveira, Amanda Viana Machado, Renata Aparecida de Oliveira Coutinho, Márcia Braz Rossetti, Hugo Cesar Martins
Introdução:

A obesidade é uma doença cuja etiologia envolve diversos fatores e o tratamento demanda intervenções multidisciplinares. Evidências mostram porém que as intervenções terapêuticas esbarram na baixa adesão para o tratamento e que o sucesso do mesmo depende da mudança dos hábitos de vida do paciente, sendo que isso é considerado um grande desafio.

Objetivos

Conhecer as opiniões dos participantes do programa PET Obesidade quanto às oficinas educativas para mudança de estilo de vida e identificar os fatores que dificultaram a adesão dos mesmos.

Metodologia

O PET-Obesidade foi uma pesquisa ação realizada para auxiliar pessoas com excesso de peso, através do desenvolvimento de 16 oficinas temáticas de nutrição, atividade física e psicologia em Unidades Básicas de Saúde. Aplicou-se aos participantes do programa um questionário via telefone, no mês de maio de 2014. Foram selecionados todos os participantes das oficinas realizadas nas UBS Pedreira Prado Lopes e Santos Anjos, totalizando 21 pessoas. O questionário elaborado foi composto por 11 questões que abordaram as expectativas dos participantes com o programa, a satisfação com as oficinas, os principais motivos que levaram à baixa adesão e as sugestões dos mesmos para trabalhos semelhantes.

Resultados

O questionário de avaliação foi aplicado por telefone a nove participantes, uma vez que não foi possível o contato com os demais. Todos os participantes acreditavam que o tratamento nutricional e a atividade física podem melhorar sua saúde e todos afirmaram que os temas foram abordados de forma adequada. Apenas 22,2% relataram ter dificuldades financeiras para frequentar os grupos; 55,6% deles disseram que houveram conflitos entre os horários das oficinas com seus compromissos pessoais; 44,4% relataram ter dificuldades em se lembrar das datas marcadas para as atividades; 33,3% disseram que houve algum outro fator pessoal, profissional ou social que impossibilitou a participação. Todos os participantes disseram não haver dificuldade de acesso ao local onde as oficinas eram realizadas. Dentre as sugestões dadas para melhorar futuros projetos semelhantes encontram-se “mudar o horário das oficinas” e “aumentar a divulgação das oficinas”.

Conclusão

Diante das respostas obtidas foi possível identificar que os principais fatores que levaram à baixa adesão dos participantes às oficinas do PET Obesidade foram o horário das oficinas e a dificuldade de se lembrar da data marcada. Assim, é necessário considerar e facilitar as formas de acesso ao serviço, incluindo o lembrete às consultas, uma maior divulgação dos eventos e a adequação dos horários das atividades propostas. É importante desenvolver novas estratégias de atendimento nutricional para motivar o paciente e facilitar seu acesso ao serviço, além de ajudá-lo a identificar barreiras para o autocontrole e desenvolver mecanismos para superá-las. No entanto, os resultados deste estudo devem ser interpretados com cautela devido ao reduzido número de questionários aplicados e analisados.

Referências

BUENO, Júlia Macedo et al. Educação alimentar na obesidade: adesão e resultados antropométricos. Rev. Nutr. 2011, vol.24, n.4, pp. 575-584.  REINERS, Annelita Almeida Oliveira; AZEVEDO, Rosemeiry Capriata de Souza; VIEIRA, Maria Aparecida  and  ARRUDA, Anna Lucia Gawlinski de. Produção bibliográfica sobre adesão/não-adesão de pessoas ao tratamento de saúde. Ciênc. saúde coletiva. 2008, vol.13, suppl.2, pp. 2299-2306.


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