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Notícia Detalhada

DESAFIOS E PERSPECTIVAS DO PROGRAMA PET SAUDE OBESIDADE


Autores: Tatiana Resende Prado Rangel de Oliveira, Márcia Braz Rossetti, Hugo Martins Costa, Gustavo Silva Souto Rocha, Rayane Jhennifer Rodrigues Marques, Sanaya Lorena Sousa Tavares, Laura Barros, Isabela Francielle Braz Oliveira.
Introdução:

Aproximadamente 12% da população mundial está obesa (OMS), gerando mais de 2,8 milhões de mortes/ano. A obesidade compromete a qualidade de vida e aumenta o risco de Doenças Crônicas Não Transmissíveis. O PET/PRÓ-SAÚDE, parte das políticas de saúde pública, procura gerar maior interação entre os atores envolvidos com o ensino, serviço e serviço, sempre conforme as demandas do SUS.

Objetivos

Atuantes no PET PUCMINAS, buscou-se relatar os desafios e perspectivas advindos da experiência, cujo foco foi reeducar a população do Distrito Sanitário Noroeste (DISANO) de BH, MG, para enfrentamento da obesidade através de um grupo operativo de saúde.

Métodos

Dados do PET Obesidade PUCMINAS demonstraram a preocupante condição de obesidade visceral no DISANO (Figura 1). A amostra populacional, avaliada em 2011-2012, estava com idade acima de 10 anos, em geral sedentários e com alto risco de comorbidades. Foi ofertado um programa multidisciplinar, guiado por tutores e alunos da PUCMINAS e profissionais do serviço (preceptores), aos usuários de um Centro de Saúde da área, que apresentavam sobrepeso. Com base nos princípios do SUS (universalidade, equidade, integralidade, acessibilidade, humanização, responsabilização, vínculo e participação social), as 16 oficinas reeducativas continham explanações e dinâmicas para fixação de temas de interesse, além de prática de atividade física supervisionada (Figuras 2 e 3). Alertas de promoção da saúde para adoção de hábitos de vida saudáveis (higiene dietética e auto valorização) também foram enfatizados. Além disso, foram aferidos dados antropométricos (peso e altura) no início e no fim do programa.

Resultados

Desafios e entraves à proposta foram relacionados à participação, disponibilidade de espaço físico, falta de equipamentos e pouca adesão dos usuários., com desinteresse no auto-cuidado, e baixa adesão.foram atendidos somente quatro (n=4) usuárias do sexo feminino, idade de 36-65 anos, com exploração de temas reeducativos. Foi gerado um diário de campo e manual que será disponibilizado para servir de apoio às equipes de saúde para o enfrentamento do excesso de peso e suas comorbidades.

Conclusão

Houve significativa aquisição de competências e habilidades nem sempre possibilitadas nos currículos formais, além do estímulo para reflexão crítica sobre o processo de aprendizagem e adoção de estratégias adequadas para uso em saúde pública. Estes ganhos foram registrados no Manual de apoio ao enfrentamento da obesidade, além da divulgação científica.

  • Mapa temático indicativo da obesidade
  • Exemplos de oficinas com práticas reeducativas ofertadas
  • Exemplos de oficinas com práticas reeducativas ofertadas

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