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Publicação detalhada
Artigo: RISCOS OCUPACIONAIS DOS PROFISSIONAIS DA COLETA DE RESÍDUOS URBANOS - Enfermagem PUC Poços de Caldas

Autor(es): Ana Carla Carvalho Lorena, Analice de Oliveira dos Santos, Natália Ferreira Santos

 

 

RESUMO

O presente estudo teve como objetivo identificar a exposição dos trabalhadores de coleta de resíduos e os riscos ocupacionais, averiguando as condições de trabalho dos coletores de resíduos, quanto à disponibilidade e uso de recursos de prevenção de acidentes e doenças ocupacionais, caracterizar, quanto aos riscos ocupacionais, o tipo, ocorrência e demais peculiaridades e investigar a ocorrência de acidentes de trabalho, caracterizando-os quanto à tipicidade, e medidas preventivas. Trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, observacional e transversal com abordagem quantitativa. O presente estudo foi desenvolvido em uma cooperativa de uma cidade do interior de São Paulo. A pesquisa foi autorizada pela instituição e pelo Comitê de Ética. A coleta de dados foi realizada através de questionários com questões abertas e fechadas, o qual foi desenvolvido pelas autoras e validado por especialistas. O questionário inclui desde informações sobre a saúde, os problemas causados pelas doenças transmitidas pelos resíduos e riscos ocupacionais, padronizados e testados previamente. Foram pesquisados 19 trabalhadores, sendo 16 (84,21%) mulheres, 47,37% têm entre 19 a 45 anos e em igual valor (47,37%) são casados/amasiados. Quanto à escolaridade, seis (31,59%) possuem o ensino fundamental completo, 10 (52,63%) não são fumantes. Dados obtidos a quantidade de horas que trabalham por dia, 19 (100%) responderam que trabalham oito horas. Em relação às doenças que são transmitidas pelo lixo oito (42,11%) disseram que não sabem de nenhuma doença. Quanto aos resíduos coletados 19 (100%) dos trabalhadores relatam que coletam todos os tipos de resíduos. Em relação ao que disseram se já acidentaram no trabalho 13 (68,42%) responderam que não, e seis (31,58%) não consideram cortes, perfurações e escoriações como acidentes de trabalho. Constatou-se que 19 (100%) dos cooperados utilizam EPI. Quanto ao se machucar usando EPI, um dos entrevistados relatou que acidentou mesmo usando-o. No que diz respeito à picada/mordida por animais, um (5,2%) relata ter sido atacado por algum animal. Quanto aos acidentes ocorridos nos últimos meses, 11 (57,89%) relataram ter se acidentado. Quanto às dores, 11 (57,89%) sentem frequentemente. Quanto aos agentes químicos, a maioria dos coletores relataram não ter tido irritação. Na analise dos dados, mostra que 17 (89,47%) coletores se alimentam durante a jornada de trabalho e 11 (57,89%) relatam que sua carteira de vacinação está em dia. Constatou-se que os catadores de material reciclável demonstraram percepções diversificadas dos riscos, sendo que alguns têm baixa percepção e outros plena consciência dos riscos representados pelos resíduos urbanos. Mesmo assim não apresenta atitudes preventivas, agravando ainda mais a situação de vulnerabilidade em que se encontram e, consequentemente interferindo no seu estado de saúde. Recomenda-se a conscientização sobre os direitos e garantias trabalhistas. A promoção da saúde e a intervenção sobre os processos que geram as vulnerabilidades são de extrema importância para a enfermagem podendo está trabalhar em educação em saúde.

 

Palavras-chave: Riscos Ocupacionais. Resíduos sólidos. Segurança do trabalho



Local:

Data de publicação no site: 19/10/2012


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