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Publicação detalhada
Artigo: SENTIMENTOS DOS PROFISSIONAIS DE ENFERMAGEM EM RELAÇÃO AO ERRO NA ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS

Autor(es): Rafaela Erminia Afonso, Tamara Ferreira, Tamires Mariana de Sordi

 

Introdução: Os medicamentos assumem um papel importante durante o tratamento e reabilitação dos pacientes, mas se administrados de forma incorreta tornam-se potencialmente perigosos. Objetivos: Conhecer o perfil sociodemográfico da população do estudo, elencar os principais erros de administração de medicamentos, verificar a incidência desses erros e identificar a percepção dos técnicos de enfermagem frente ao erro durante administração de medicamentos. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo e qualitativo do tipo descritivo e exploratório, feito por meio de um questionário aplicado em 70 técnicos de enfermagem de um hospital filantrópico do sul de Minas Gerais. Resultados: Os dados coletados mostraram uma predominância do sexo feminino n=55 (78,57%), que se encontram na faixa etária entre 19 e 30 anos n=29 (41,43%); são casados n=38 (54,29%), possuem um 1 a 2 filhos n=31 (77,50%); moram na zona urbana n=63 (90%) e, residem em imóvel próprio n=42 (60%). A renda familiar encontrada foi de 1 a 2 salários mínimos n=30 (42,86%); trabalham em apenas uma instituição n=51 (72,86%); e apresentam de 1 a 5 anos de exercício profissional na área n=25 (35,71%). Em relação aos setores que já trabalharam, o mais mencionado foi o setor de clínica médica e de oncologia n=41 (81,59%). Os entrevistados n=51 (72,86%) relataram nunca ter cometido erros, enquanto n=19 (27,14%) assumiram ter cometido algum erro. Os erros foram relacionados pelos entrevistados à incorreta implementação técnica, n=12 (38,71%); e, ocorreram com mais assiduidade no turno da noite n=12 (17,14%). Diante do erro n=45 (64,29%) dos profissionais entrevistados procuraram a supervisão para comunicá-los e n=3 (4,29%) não comunicaram. Em relação às dúvidas que surgiram durante este procedimento, n=67 (95,71%) dos profissionais não administram a medicação até obterem a confirmação e n=3 (4,29%) relataram que administraram a medicação mesmo sem ter total certeza. Os medicamentos eram preparados no posto de enfermagem n=55 (78,57); e, n=39 (55,71%) disseram não fazer uso de paramentação. Os sentimentos encontrados após a ocorrência do erro podem ser divididos em 5 categorias: culpa n=28 (29,47%), medo n=16 (16,84%), preocupação n=6 (6,32%), incapacidade n=5 (5,26%); e angústia n= 10 (10,53%). Entre as principais causas do erro na administração de medicamentos foram encontradas 4 categorias: falta de atenção n=44 (42,31%), excesso de trabalho n=37 (35,58%), despreparo n=9 (8,65%) e prescrição ilegível n=8 (7,69%). Conclusão: São muitos fatores negativos que envolvem a administração do erro dentro das instituições, isso ocasiona a subnotificação dos mesmos. Assim, esse comportamento prejudica a identificação dos verdadeiros fatores que levam ao erro. Para mudar este cenário, as instituições devem investir em educação permanente para proporcionar ao paciente e ao técnico de enfermagem mais segurança durante o tratamento farmacológico.

 

Descritores: Erros de medicação; Enfermagem; Medicação; Notificação de Erros; Ética; Sentimentos.



Local:

Data de publicação no site: 09/10/2012


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