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Publicação detalhada
Artigo: O USO DA CINESIOTERAPIA NO PACIENTE ONCOLÓGICO:

Autor(es): Fisioterapia do Campus de Poços de Caldas

 

Revisão Bibliográfica - Caroline Negrão da Silva e Marilene Mendes dos Santos 
 
RESUMO
O tratamento não farmacológico do câncer ainda é pouco explorado na área da saúde. A falta de maior fundamentação científica para a utilização dos recursos fisioterapêuticos, e mesmo o desconhecimento da existência desses recursos, dificulta sua implementação como instrumento para o tratamento do câncer. Entretanto, esses recursos não invasivos podem, em muito, beneficiar os pacientes que sofrem de câncer. Objetivo: O objetivo deste estudo foi realizar uma revisão bibliográfica sobre o assunto, com o propósito de conhecer melhor os recursos cinesioterapêuticos que vêem sendo utilizados do paciente oncológico. Além disso, permitirá ao leitor identificar as principais complicações decorrentes da doença e as principais condutas utilizadas em cada uma delas, de acordo com as necessidades do paciente, os sintomas e o impacto nas atividades de vida diária. Metodologia: Foram selecionados artigos científicos, publicados entre 2002 e 2012, nos idiomas inglês e português, indexados nas bases de dados: SCIELO, PUBMED, LILACS, PeDro, Medline e Biblioteca Cochrane. Foram utilizados os descritores: Physiotherapy oncology, rehabilitation, câncer, exercise e analgesia. Após a busca, foram analisados 58 artigos, onde 32 se referiam a ensaios clínicos, 5 eram revisões sistemáticas e 21 revisões de literatura. Deste total, foram incluídos no estudo 49 artigos por conterem os desfechos de interesse desta revisão, sendo 25 deles considerados indispensáveis. Resultados: Os resultados demonstram que a cinesioterapia pode prevenir, restaurar ou melhorar o desempenho funcional dos segmentos corporais comprometidos pelo câncer. A cinesioterapia é composta atualmente por uma série de exercícios, que englobam alongamentos, mobilizações articulares, fortalecimentos musculares, treinamentos de resistência progressiva, técnicas de posicionamento no leito e mudanças de decúbito, exercícios respiratórios, drenagens, exercícios proprioceptivos, entre outros. Estes programas de atividade física atuam nas diferentes complicações e intercorrências, como dor, linfedema, fadiga, complicações osteomioarticulares, problemas pulmonares, disfunções posturais e cuidados paliativos. E evidências de ensaios clínicos randomizados, revisões sistemáticas e descritivas demonstraram que o exercício terapêutico pode e deve ser usado adjunto a qualquer outro tratamento, como a radioterapia, quimioterapia, a hormonioterapia ou no pré e pós cirúrgico. Conclusão: Apesar da escassez desses estudos e da diversidade metodológica dos estudos encontrados demonstrando a aplicação dos recursos cinesioterápicos, o seu uso, inclusive precocemente, parece uma alternativa à prevenção, minimização e tratamento dos efeitos adversos do câncer.
Palavras-chave: Câncer. Fisioterapia. Reabilitação. Exercícios. Analgesia. Oncologia.



Local:

Data de publicação no site: 03/10/2012


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