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Publicação detalhada
Artigo: ATUAÇÃO DOS ENFERMEIROS DA SAÚDE DA FAMÍLIA: auto percepção

Autor(es): Anilson Augusto Firmino1, Mariana Cristina de Moraes2, Priscila Elídia Alves Nascimento3, Rosana Ribeiro Tarifa4, Sônia Maria Alves de Paiva5

A Estratégia Saúde da Família (ESF) desenvolvida pelo Ministério da Saúde (MS) em 1993, surgiu da necessidade de substituir o modelo tradicional hospitalocêntrico, assumindo o compromisso de prestar assistência universal, integral, equânime, contínua e, acima de tudo, resolutiva à população, na unidade de saúde e no domicílio, de acordo com suas reais necessidades, identificando os fatores de risco e intervindo de forma apropriada. A atenção básica é classificada como primeiro nível de atenção dos serviços de assistência, ou seja, porta de entrada para o Sistema Municipal de Saúde, consistindo um sistema de referência e contra referência para os outros níveis de complexidade, devendo ser capaz de solucionar até 85% dos problemas referentes à saúde das famílias. Assim, para a ESF ser resolutiva, o profissional tem que ter formação e/ou especialização em saúde pública e, principalmente, o perfil que se adeque aos princípios e diretrizes do SUS. O estudo foi realizado com base na pesquisa quanti-qualitativa em 23 unidades de ESF’s de um município do interior de Minas Gerais, questionando se o profissional que atua na unidade apresenta capacitação e/ou formação acadêmica para atender as múltiplas exigências deste modelo de assistência que envolve uma diversificada realidade da saúde. Fizeram parte desse estudo 15 enfermeiros e a coleta de dados foi por meio de um questionário semi-estruturado. Os resultados obtidos mostraram o perfil desses participantes sendo encontrados os seguintes resultados predominantemente: sexo feminino; a faixa etária entre 20 a 25 anos; o tempo de formação entre 0 a 1 ano. Desses profissionais, 6 (40,0%) possuem tempo de exercício profissional de 0 a 1 ano, 3 (20,0%) possuem capacitação e 12 (80,0%) possuem especialização. As categorias obtidas foram compatíveis com as atribuições dos enfermeiros de acordo com o protocolo do MS, que são as realizações de consultas de enfermagem, exame Papanicolau, visita domiciliar, educação permanente com a equipe, atividades com a população, puericultura, gestão, reunião de equipe, acolhimento da população para consulta e procedimento técnicos (curativos, entrega de medicação, entre outros). As dificuldades mencionadas para o desenvolvimento das atividades propostas foram estrutura física, população adscrita, maior que o preconizado pelo MS, falta de informação da população, recursos materiais, recursos humanos, gestão e recursos financeiros. Concluiu-se que há a necessidade de provocar nos enfermeiros, uma reflexão acerca do seu preparo, buscando uma qualificação para melhor desenvolvimento de sua competência, ou seja, integração e coordenação de seus conhecimentos, habilidades e atitudes que na sua manifestação, possam produzir uma atuação diferenciada frente aos problemas enfrentados dentro da unidade de gerenciamento.

1,2,3 Enfermeiros Graduandos do Curso de Enfermagem pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Poços de Caldas.

4 Graduanda pelo Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Poços de Caldas.

5 Docente do curso de enfermagem da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Campus Poços de Caldas.

 

 



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Data de publicação no site: 05/07/2012


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