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Publicação detalhada
Artigo: Principais distúrbios endócrinos em felinos domésticos (felis catus)- relatos de casos Betim 2013

Autor(es): Cláudia Marques Falagan Diniz Ilza Moreira Barbosa Prado

RESUMO
As endocrinopatias mais comuns em felinos são o Hipertireoidismo e o Diabete Melito e estão entre as doenças mais comuns na população felina de meia idade e geriátrica. Neste trabalho relatam-se dois casos de distúrbios endócrinos: Diabete Melito e Hipertireoidismo. No caso relatado de Hipertireoidismo, foi atendida na Clínica Veterinária São Francisco de Assis, município de Belo Horizonte, uma gata SRD, de dezoito anos com aumento de volume na glândula tireóide, emagrecimento, desidratação e constipação crônica. A dosagem do hormônio T4 total caracterizou um quadro de hipertireoidismo. Foi instituído o tratamento com Metimazol. Durante o período de tratamento o animal apresentou sinais gastrointestinais como constipação e vômitos e redução do peso corporal. Exames de ultrassonografia abdominal sugeriram um quadro de hepatose difusa, além de gastrite e cistite. Dosagens de T4 realizadas posteriormente indicam que não houve redução dos níveis do T4 total em decorrência da interrupção constante do tratamento pela proprietária. O animal apresentou em um dos retornos à clínica um quadro de hipocalemia. Já ao ultrassom, as alterações hepáticas se mantiveram, o baço estava congesto, o pâncreas com sinais de pancreatite, os rins apresentavam nefropatia e o sistema digestório alças intestinais espessas. Com agravamento dos sinais clínicos, a proprietária optou pela eutanásia. Os altos níveis do hormônio T4 podem ter contribuído para o agravamento dos sinais, além da senilidade da paciente. No caso relatado de Diabete Melito, foi atendido na Clínica Veterinária Gato Leão Dourado, município de Belo Horizonte, um gato, macho, da raça Angorá, com sete anos de idade com histórico de emagrecimento rápido, poliúria, polidipsia e prostração. O hemograma e a bioquímica sérica evidenciaram alterações compatíveis com Diabete Melito tipo II. O tratamento inicial prescrito foi a Glipizida, mas não foi considerado efetivo com a persistência da hiperglicemia, optando a veterinária pela insulinoterapia (NPH), com ajuste das doses através de curvas glicêmicas. Aproximadamente um ano após o início do tratamento, o animal apresentou uma crise de hipoglicemia, sendo medicado com glicose 50% por via intravenosa. Com isso, constatou-se a reversão do DM e foi suspenso o uso da insulina, com monitoramento da glicemia periodicamente onde o animal manteve a glicemia estável. Em uma nova consulta o paciente apresentou redução do peso, além de um quadro de hiporexia, foi internado e feito tratamento de suporte, mas veio a óbito sendo constatado, por meio de histopatologia um quadro de Pancreatite Necrótica Aguda, que pode ocorrer em casos de gatos diabéticos, sendo considerada idiopática.
Palavras-chave: Felinos, Distúrbios endócrinos, Hipertireoidismo, Diabete Melito.



Local: Medicina Veterinaria PUC MINAS - Betim

Data de publicação no site: 26/11/2013


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