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Artigo: AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA DE EXERCÍCIOS AERÓBICOS E/OU RESISTIDOS PARA PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA

Autor(es): vários

 

AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA TERAPÊUTICA DE EXERCÍCIOS AERÓBICOS E/OU RESISTIDOS PARA PACIENTES COM DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA PERIFÉRICA

COSTA, Monique Ferreira*; COSTA, Priscila Simões Cunha*; FERREIRA, Michele Carvalho*; JÚLIO, Júnia de Cássia dos Santos*; ROSSETTI, Márcia Braz**

 

RESUMO: A Doença Arterial Obstrutiva Periférica (DAOP) é uma doença muito prevalente relacionada à aterosclerose, cujos principais sintomas são claudicação intermitente (CI), dor e limitação da funcionalidade. A reabilitação vascular envolve a prescrição de exercícios aeróbicos ou resistidos, idealmente combinados com mudanças de estilo de vida. O objetivo deste trabalho foi comparar a efetividade da prática de exercícios aeróbicos, resistidos ou combinados, como formas de tratamento da DAOP. A pesquisa bibliográfica dos artigos foi feita nas bases de dados Scielo, Lilacs e Medline com as palavras chave: Doença Arterial Obstrutiva Periférica, Exercício Aeróbico, Exercício Resistido, e equivalentes em inglês, publicados entre 2000 e 2011, nas línguas português e inglês. Os resultados sugerem que os exercícios aeróbicos são mais efetivos, e de fato tem sido mais utilizados nos programas de reabilitação. Além disso, são de baixo custo e proporcionam maior bem estar físico e psicossocial. A prescrição isolada de exercícios de resistência requer a adoção de cuidados especiais, tais como monitoração de dados vitais, frequência cardíaca e respiratória, pressão arterial, sudorese, entre outros, já que a maioria desses pacientes apresenta múltiplos fatores de risco associados à vasculopatia periférica.

 

*Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 

 

 

 

 

A ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NAS PUBALGIAS EM ATLETAS: PREVENÇÃO E TRATAMENTO

Andrea Miranda Camargos*, Hozana Maria Hübner Bastos*, Lucas Magalhães de Andrade Papa*, Vivian Silveira Rodrigues*, Natália Hermeto Braga**

 

RESUMO: A pubalgia é uma síndrome crônica de dor de início insidioso em região púbica e inguinal profunda, que piora com esforços e durante a marcha, podendo ocorrer em atletas e não atletas. Sua incidência tem aumentado em clínicas de reabilitação por ser uma patologia comum em esportes que requerem o apoio constante sobre uma perna e mudança rápida de direção, associado à falta de preparo físico. As principais causas atléticas dessa patologia incluem osteíte púbica, tendinopatia de adutores, lesões no músculo íleopsoas, isquiossurais, sartório e reto femoral, apofisite e fraturas por avulsão, fraturas por estresse do ramo púbico, hérnia do esporte. Foi feita uma busca de artigos publicados em periódicos, localizados nas bases de dados PubMed, Scielo, Medline e Lilacs, tendo os artigos que incluir prevenção e/ou tratamento fisioterapêutico em pelo menos um dos grupos e serem ensaios clínicos. Estudos mostram que o repouso associado à restauração de padrões de movimentos anormais e disfunções musculares da pelve e do quadril, respeitando sempre o limite de dor do paciente, podem levar a uma recuperação mais rápida dos atletas. Além disso, uma conduta mais focada em exercícios ativos se mostrou mais eficiente do que fisioterapia passiva. Este trabalho tem como objetivo buscar estudos que abordem a efetividade da fisioterapia no tratamento e na prevenção das pubalgias em atletas.

 

*Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. email: nataliabraga2004@hotmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O EFEITO DA TEMPERATURA DO AMBIENTE NA SOBRECARGA DO SISTEMA CARDIOVASCULAR DURANTE A ATIVIDADE FÍSICA: UMA REVISÃO DA LITERATURA

LEÃO, Ana Carolina Souza*; PEREIRA, Camila Luana da Silva*; LUCINDO, Carolina Oliveira*; JANUÁRIO, Izabella Nathaly Fernandes*; SANTOS, Josélia Pinheiro*; FIDÉLIS, Rafaela Ohana*; RODRIGUES, Alex Guazzi**.

 

RESUMO: Este estudo buscou, através de uma revisão bibliográfica, compreender de que maneira a prática de exercícios físicos causam sobrecarga ao sistema cardiovascular. A influência da temperatura ambiental e suas alterações durante o exercício físico, decorrente de fatores ambientais como a capacidade física, o clima, o tipo de vestimenta, a hidratação correta, o horário em que se realiza a atividade, a elevação da temperatura corporal, perda de líquidos através do suor, gerando sobrecarga do sistema cardiovascular. O objetivo do estudo busca demonstrar os efeitos da temperatura que causa sobrecarga no sistema cardiovascular de praticantes de atividades físicas, avaliando o comprometimento no corpo humano. Conclui-se que o meio ambiente tem influência direta sobre a prática de exercício físico, além das temperaturas, do horário realizado, da hidratação, o que torna necessário uma atenção extra aos cuidados que devem ser tomados, antes, durante e após quaisquer que seja o tipo de atividade física, a fim de realizar de forma saudável e segura.

 

*Graduandas do Curso de Fisioterapia na PUC MG ** Professor do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. E-mail: alexguazzi@pucminas.br

 

 

 

 

 

PERFIL SÓCIO DEMOGRÁFICO E CONDIÇÃO DE SAÚDE DOS USUÁRIOS DA CLÍNICA DE FISIOTERAPIA CARDIOVASCULAR E RESPIRATÓRIA DA PUCMINAS

Denise Mendes Vitoriano Colares*, Esther Kevle Moreira Lima*, Flávia Tamara Alves de Lima*, Marcella Mara Moreira*, Marcella Maria Gonçalves Andrade*, Cláudia Silva Dias **

 

RESUMO: A transição epidemiológica é um fenômeno que ocorre nos países latino-americanos e em desenvolvimento, pela justaposição das doenças crônico-degenerativas e infecto-contagiosas. A fisioterapia tem função na assistência deste novo perfil epidemiológico e na reinserção social dos usuários atendidos. Para o reconhecimento das demandas dos usuários, o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) é um novo sistema de informação, no âmbito da saúde, que oferece dados relevantes. OBJETIVO: O objetivo do trabalho é levantar o perfil demográfico, epidemiológico e condições de saúde dos usuários que são atendidos na clínica escola de fisioterapia cardiovascular e respiratória da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - campus Coração Eucarístico. METODOLOGIA: Foi realizado um estudo descritivo e retrospectivo com levantamento de dados do Prontuário Eletrônico de Pacientes (PEP) e das Fichas de Avaliação dos usuários em tratamento na clínica investigada, no período de janeiro a agosto de 2011. RESULTADOS: A maior parte da amostra é composta de idosos, sendo a doença mais prevalente a DPOC (37%) e asma (21%). As comorbidades predominantes foram a HAS (19%) e alterações cardiovasculares (8%), além disso, 63% da amostra são sedentários e a grande maioria apresenta baixa escolaridade e baixa renda salarial. Os principais sintomas clínicos observados foram a dispnéia, tosse e expectoração apresentando impacto direto na qualidade de vida. CONCLUSÃO: Com a utilização do PEP é possível registrar os dados de forma eficaz e segura, possibilitando maior integração entre os profissionais da área da saúde. O PEP tornou-se ferramenta importante para os profissionais da saúde, além de permitir o desenvolvimento de pesquisas científicas e a melhora da caracterização dos usuários desta Clínica Escola de Fisioterapia.

Palavras-chaves: atendimento ambulatorial, fisioterapia cardiorrespiratória, transição epidemiológica, prontuário eletrônico.

 

*Acadêmicas do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Contato: ekevle1@hotmail.com; marcellamara_03@hotmail.com; flavinha.gigateen@yahoo.com.br; marcellagandrade@yahoo.com.br; denisemendecolares@hotmail.com.

 

 

 

TREINO DE MARCHA NA ESTEIRA EM HEMIPLÉGICOS APÓS AVE

**Scianni, A.A; *Castro, A. J; *Cunha,C.B; *Guimarães,L.P.A; *Vieira, S.E

 

RESUMO: A maioria dos sobreviventes de AVE apresenta limitação para a marcha. Portanto, a recuperação da marcha torna-se um dos principais objetivos da reabilitação destes indivíduos. O treino de marcha na esteira tem sido considerado uma importante estratégia de tratamento. Perguntas: Qual é a contribuição do método de reabilitação da marcha na esteira em indivíduos hemiplégicos? Quais são as diferenças entre as estratégias de treinamento na esteira e qual é a estratégia de treinamento que resulta em melhor desempenho desta tarefa? Quais são a freqüência, intensidade e duração da estratégia mais eficaz? Qual a população (AVE agudo X AVE crônico) apresenta melhores resultados com este tipo de intervenção? Desenho do estudo: Revisão literária de ensaios controlados aleatorizados, experimental de caso único, ensaio não controlado. Participantes: Hemiplégicos ou hemiparéticos após AVE, crônicos ou agudos, capazes de deambular com ou sem algum auxílio. Medidas de desfecho: Parâmetros de desempenho da marcha. Resultados: Cinco estudos foram identificados. O treino de marcha na esteira com suporte de peso corporal e parâmetros adequados contribui significativamente para a melhora do desempenho da marcha em indivíduos hemiplégicos. Conclusão: Evidências sugerem um efeito positivo do treino de marcha na esteira com ou sem suporte de peso corporal em hemiplégicos após AVE.

 

* Graduanda do 10º período do curso de fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico. ** Professora do curso de fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico.

 

 

 

 

 

A EFICÁCIA DA ABORDAGEM FISIOTERAPÊUTICA NA PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS COM DOENÇA DE PARKINSON: UMA REVISÃO DA LITERATURA

Hortense Maria Guerra*; Isabel Carvalho Oliveira*; Tatiane Bento Faria*; Vânia Ferreira de Figueiredo**; Cláudia Byrro**

 

RESUMO: O envelhecimento da população brasileira tem despertado a atenção dos profissionais de saúde no que diz respeito aos cuidados que visam a melhorar a qualidade de vida desses indivíduos. Nesse contexto, a Doença de Parkinson (DP) em idosos surge como uma doença crônica degenerativa, cujos sinais e sintomas como a bradicinesia, a rigidez muscular, freezing, a instabilidade postural aumentam os riscos de quedas nesses indivíduos, levando a conseqüências agravantes como fraturas, perda da mobilidade, isolamento social, entre outros. Objetivos. O presente estudo visa identificar e relatar intervenções fisioterapêuticas que atuem nos fatores de riscos de quedas e, na conseqüente, prevenção de quedas em idosos com Doença de Parkinson. Método. A pesquisa foi realizada por meio de uma busca eletrônica sobre o tema nas seguintes bases de dados: MedLine via Ovid, SciELO, PubMed, Cochrane, PEDro, Biblioteca Virtual em Saúde e periódicos Capes. Resultados. Foi constatado que as seguintes intervenções: treino progressivo e intensivo de esteira, treino com pistas visuais, auditivas e somatossensoriais, treino de resistência de alta intensidade com carga para fortalecimento de membros inferiores, treino de redução de freezing na marcha, treino de balance atuam nos fatores de risco de quedas. Conclusão. Foi possível observar que as diversas intervenções fisioterapêuticas atuaram em vários preditivos de quedas em indivíduos idosos com Doença de Parkinson, aprimorando o padrão de marcha, a força muscular de membros inferiores, o controle postural, o equilíbrio e o freezing, e através destas abordagens, melhoraram a qualidade de vida e diminuíram os riscos de quedas. No entanto, não se pode inferir, a partir desta premissa, que os exercícios fisioterapêuticos previnem as quedas em idosos com DP.

 

* Graduanda do 10º período do curso de fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico. ** Professora do curso de fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – campus Coração Eucarístico.

 

 

 

INCIDÊNCIA DE LESÕES DE MEMBROS INFERIORES EM ATLETAS CORREDORES DE RUA COM E SEM ATENDIMENTO FISIOTERAPÊUTICO PRÉVIO

André Barros*, Antonio Junio*, Stéfany Rayde*, Stephan Souza*, Sérgio Noronha**

 

RESUMO: Com a popularização das Corridas de Rua e a busca de melhora da qualidade de vida, na última década, o aumento da demanda de exercícios modernos e competitivos provocou o aumento simultâneo no risco de lesões, causando preocupações tanto para os praticantes de atividades físicas, quanto para treinadores e atletas de todas as esferas de rendimento. Dessa forma, o objetivo desse estudo foi averiguar, através da aplicação de questionários em participantes de corrida de rua da região metropolitana de Belo Horizonte no período de Maio/2011 a Setembro/2011, se o aumento do número de lesões em membros inferiores está relacionado à falta de prevenção e orientações fisioterapêuticas antes do início da prática da atividade e relacioná-las aos fatores de risco. Conclui-se que o ideal é ter um treino programado de forma gradual e individual levando em consideração as características de cada indivíduo e que a realização de atendimento prévio fisioterápico ou com outros profissionais não é isoladamente um fator preventivo.

 

* Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

REVISÃO DA LITERATURA SOBRE A CONFIABILIDADE DOS MÉTODOS E PROGRAMAS DE AVALIAÇÃO POSTURAL

*Almeida, Alan G., *Matos, Lucas F., *Costa, Raphael S., *Teixeira, Renata D., *Alkimim, *Wesley S. V., **Brunelli, Paulo.

 

RESUMO: Existem vários métodos e programas de avaliação postural com uma grande variabilidade na confiabilidade, assim como nos instrumentos de avaliação utilizados por fisioterapeutas, porém alguns destes dependem da prática de aplicação do examinador assim como de sua habilidade. A avaliação clássica (visual) e a fotogrametria são utilizadas no processo de avaliação postural, sendo a primeira a mais comumente utilizada, pelo fato de ser mais rápida e de baixo custo. O objetivo desse estudo foi realizar uma revisão da literatura sobre a confiabilidade dos métodos e programas de avaliação postural. Materiais e métodos: Foi realizada revisão de literatura, nos bancos de dados Bireme, LILACS, IBECS, MEDLINE, SciELO e Biblioteca Cochrane. Discussão: Foram encontrados 12 estudos na busca aos bancos de dados, sendo 5 selecionados para este estudo. A avaliação através da fotogrametria apresentou-se amplamente mais confiável inter e intra avaliadores, apresentando grande relação entre cada estudo apresentado e entre cada medição realizada. Já a avaliação clássica apresentou-se pouco confiável, apresentando grande variabilidade entre avaliadores, porém só foi encontrado um estudo com esta comparação. Conclusão: A fotogrametria mostrou que a fotogrametria apresenta-se como o método de avaliação postural mais confiável. Além disso, na literatura foi encontrado apenas 1 estudo que comparou mais de um método de avaliação postural, sendo necessário mais estudos experimentais comparativos para comprovar os resultados observados durante esta pesquisa.

 

* Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A EFICÁCIA DA PRÁTICA MENTAL NO TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO PÓS-AVE

Ana Cristina Gonçalves*, Bárbara Romani*, Luciana Noujeimi*, Miriam Vinhas*, Nayara Murad*, Cláudia de Almeida Ferreira Diniz**.

 

RESUMO: O aumento substancial do Acidente Vascular Encefálico (AVE) tem aumentado o interesse por terapias eficazes e de baixo custo como a Prática Mental (PM). Pouco difundida no Brasil, a PM é um recurso promissor na recuperação da função em sequelas de AVE. O presente estudo verificou a eficácia da PM como recurso fisioterapêutico na reabilitação do AVE, por meio de revisão de literatura. Os resultados indicam que a PM produz efeitos clinicamente relevantes sobre as atividades funcionais dos indivíduos com AVE e que, quando associada à reabilitação física, aumenta significativamente a funcionalidade desses indivíduos. A conclusão é que a PM é eficaz na reabilitação do AVE.

 

* Acadêmicas do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

A EFICÁCIA DA TERAPIA MANUAL NA SÍNDROME DE DE QUERVAIN: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Ana Luiza Christina Ferreira e Silveira¹; Neimar Santana Pedra²; Daniella Boschi Isaac³

 

RESUMO: A Tenossinovite de De Quervain é uma síndrome que atinge uma gama muito ampla de pacientes, como: mães com filhos pequenos, ciclistas e programadores de computador e hoje se observa crescimento do número de pacientes atingidos tal a variação de atividades que envolvam movimentação excessiva do punho. O objetivo deste trabalho é esclarecer a eficácia ou não das técnicas de Terapia Manual aplicadas à Tenossinovite de De Quervain, para que possamos proporcionar melhor tratamento, mais qualidade de vida, saúde e melhora do quadro álgico dos indivíduos. Métodos: foram feitas buscas por referências bibliográficas nas bases de dados Scielo, PubMed, Lilacs e Cochrane, publicados nos últimos 10 anos (2000 a 2010). Foram incluídos artigos de revisão sistemática, originais ou não, em língua portuguesa e inglesa. A busca foi virtual e manual. Resultado: o uso de técnicas específicas da terapia manual demonstrou efetividade, mas o pequeno número de estudos e a falta de uma melhor qualidade metodológica enfraquecem a pesquisa. Frente a isso, novas pesquisas se fazem necessárias para a reprodutibilidade e confiabilidade das técnicas.

 

¹Graduanda do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. analuizasilveira1@gmail.com; ²Graduando do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. nei.fisio@hotmail.com; ³Professora do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. daniellaisaac@gmail.com

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A IMPORTÂNCIA DA PROPRIOCEPÇÃO NO CONTROLE DA POSTURA ORTOSTÁTICA

Aline Sales Souza¹, Luciana Pimenta Chaves¹, Mariana de Freitas Oliveira¹, Cláudia Diniz²

 

RESUMO: A propriocepção é uma modalidade sensorial que informa ao sistema nervoso central (SNC) as respostas musculares e a sensação de posição das partes do corpo, o que permite ao corpo manter estabilidade e orientação durante as atividades estáticas e dinâmicas. O presente estudo teve como objetivo identificar a contribuição da sensação proprioceptiva para a manutenção do controle na postura ortostática, através de uma revisão de literatura realizada após a busca nas bases de dados Lilacs, Bireme e Pubmed. Para a seleção inicial, foram incluídos estudos realizados em humanos, publicados em português ou inglês, em qualquer época e com as palavras-chave “postural control” e proprioception. Foram encontrados 83 estudos e, após a triagem, 6 estudos foram incluídos na presente revisão, na qual foram analisadas as variáveis velocidade média, área e amplitude máxima de oscilação do centro de massa corporal (CMC). A partir desses resultados, conclui-se que a propriocepção é uma modalidade sensorial que exerce uma contribuição importante para o controle da postura ortostática, porém não é possível relacionar o aumento nos valores dessas variáveis com uma redução no controle postural ou a diminuição com uma melhora na estabilização da postura.

 

¹ Acadêmicas do 10º período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. ² Mestre em Ciências da Reabilitação; Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 

 

 

 

 

A UTILIZAÇÃO DO GMFCS E MACS COMO FORMA DE CLASSIFICAÇÃO DA FUNÇÃO MOTORA DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

Thaís Duarte Ferreira *; Rosa de Lourdes Lima Dias Franco**

 

RESUMO: A paralisia cerebral (PC) é uma condição neurológica não progressiva originada de uma lesão no encéfalo imaturo que compromete os movimentos e a postura. Para avaliar a função motora de crianças com PC sistemas de classificação foram criados. Dentre estes sistemas, o GMFCS e o MACS foram desenvolvidos para classificar como as crianças realizam suas habilidades motoras grossas e manuais. O objetivo deste estudo foi mostrar a importância de classificar a função motora grossa e fina utilizando o GMFCS e o MACS, ressaltar a sua utilização na prática clínica e relatar a importância de classificar as crianças com PC em relação a estes sistemas. A busca incluiu consulta via Scielo, Bireme, Pubmed, Pedro e Portal Capes e livros, no período de 1997 a 2011. Os critérios de inclusão foram artigos que utilizaram o GMFCS e MACS na PC, sendo estes experimentais. Os critérios de exclusão foram artigos de revisão bibliográficas e que abordassem outras patologias neuroinfantis. Foram encontrados 24 artigos. Destes 16 foram utilizados, pois, os oito restantes não se enquadraram nos critérios de inclusão. Estudos confirmam a validade e a confiabilidade do GMFCS e do MACS na classificação de crianças com PC, como na avaliação das suas habilidades funcionais e a relação com outras deficiências associadas. Quando relacionados entre si a confiabilidade foi considerada fraca. O GMFCS e o MACS são úteis na avaliação da capacidade funcional e habilidades manuais de crianças com PC. Estes sistemas são métodos válidos e confiáveis para registrar e comunicar sobre as habilidades motoras.

 

*Acadêmica do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

ANÁLISE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE RECUPERAÇÃO COMO MARCADOR DE FUNCIONALIDADE

Ana Cláudia Gomes Oliveira1, Marina Gonçalves Duarte1 , Raíssa Mello Pedrosa1, Márcia Braz Rossetti2.

 

RESUMO: A frequência cardíaca (FC) ao esforço físico demonstra uma resposta linear à sobrecarga do esforço e respostas inadequadas podem gerar graves consequências ao organismo. Por isso, a mensuração da Frequência Cardíaca (FC) é bastante rotineira nas áreas onde existe a prática de esportes ou reabilitação. Este estudo procura esclarecer os mecanismos cardiovasculares que interferem no controle da FC de recuperação (FCrec) de atletas , sedentários, jovens e idosos. Foram buscados artigos publicados de 1990-2011 através das bases de dados Medline, Lilacs e Scielo, utilizando-se os descritores Heart Rate, Drive, Recovery, Ventricular Remodelling, parasympathetic e sympathetic nervous system, exercise. Ao comparar a resposta da FC de indivíduos treinados e sedentários, pôde-se observar que estes apresentam maior FCrec do que aqueles bem condicionados aerobicamente. Com o envelhecimento ocorre menor envolvimento com atividades cotidianas e, consequentemente, redução da funcionalidade. Assim, a aptidão cardiorrespiratória acaba sendo um dos componentes mais afetados na senescência. Na recuperação imediatamente após o exercício físico, a retomada parassimpática e a atenuação da estimulação simpática no miocárdio justificam o retorno homeostático da FC. A resposta da FCrec também se mostra como um instrumento de grande importância na análise da capacidade funcional dos indivíduos, enquanto déficits cronotrópicos evidenciam um prognóstico ruim, com mecanismos pouco esclarecidos. Em decorrência destes achados, sugerimos mais estudos que determinem, através da análise da FCrec, valores típicos esperados para cada faixa etária populacional para que se possa eleger protocolos de manejo deste parâmetro.

 

1Acadêmica do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; 2Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

Efeito do Uso de Estratégias Cognitivas no Treinamento de Equilíbrio na Hemiparesia pós AVE: um estudo de caso único.

Leal, Elisa Barreto*; Mariz, Maria Letícia Silva*; Matarelli, Cláudia Regina Maia*; Viana, Lílian dos Santos*; Byrro-Costa, Cláudia Maria**; Scianni, Aline Alvim.**

 

RESUMO: O processo de reabilitação do equilíbrio deve ser uma prioridade na população de indivíduos hemiparéticos pós Acidente Vascular Encefálico (AVE), uma vez que visa restaurar a capacidade funcional e a prevenção dos efeitos negativos decorrentes das quedas. Este estudo investigou os efeitos do uso de estratégias cognitivas associadas ao treinamento funcional na melhora do equilíbrio de um indivíduo com hemiparesia crônica. Foi realizado um estudo experimental de caso único tipo AB, com duas fases com duração de 3 semanas cada uma: (A) linha de base: treinamento funcional e (B) intervenção: treinamento funcional associado a estratégia cognitiva. As medidas de avaliação utilizadas foram Escala de Equilíbrio de Berg (EEB), teste de caminhada de 10 metros, versão brasileira do Dynamic Gait Index (DGI) e versão brasileira do Stroke Specific Quality of Life Scale (SSQol). Foi utilizado o método banda de dois desvios padrão (BDDP) para análise dos dados. Os resultados mostram ganhos significativos na intervenção tanto no equilíbrio (DGI) quanto na velocidade da marcha. Quanto à participação mensurada por meio da escala SSQol foi observado melhora somente no domínio trabalho/produtividade. O treinamento de tarefas motoras associado com estratégias cognitivas – dupla tarefa – foi efetivo na melhora do equilíbrio na marcha de um paciente com hemiparesia pós AVE.

 

*Acadêmica do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 

 

 

 

 

 

IDENTIFICAÇÃO DAS LESÕES EM PRATICANTES DE JIU JITSU

*Bruno Lopes Pereira , *Camila Cristina Oliveira , *Diego André Silva , *Felipe Queiroz , *Juliana Vanuci Eufrásio , **Angélica Rodrigues Araújo

 

Resumo: A proposta deste estudo foi identificar o tipo, a freqüência e a localização das principais lesões que acometem os praticantes de Jiu Jitsu. O estudo foi realizado através de uma amostra de 374 praticantes de Jiu Jitsu, participantes da XIV Copa de Jiu Jitsu Leão Dourado, na cidade de Betim – MG no ano de 2011, os quais responderam a um questionário composto por perguntas sobre dados pessoais, informações sobre a realização de outras atividades físicas, a prática do Jiu Jitsu e as lesões associadas. Dos 374 entrevistados, 93,6% eram homens, com idade média de 24 anos e peso médio de 77,8 kg. A graduação de faixa branca (31,6%) foi a mais comum. Em relação ao aquecimento, 99,2% dos praticantes de Jiu Jitsu realiza esse procedimento antes do treino, em média de 30 minutos. Os entrevistados foram questionados quanto a ocorrência de lesões durante a prática do Jiu Jitsu, 58,8% relataram já se lesionaram durante a prática do mesmo. A grande maioria das lesões ocorreu no joelho e no ombro, as técnicas que mais levaram a ocorrência das lesões foram quedas e Arm lock. Concluiu-se a grande evidência de lesões que acometem lutadores de Jiu Jitsu, sendo assim, necessário novos estudos com o objetivo de elaborar um programa de prevenção, para que diminua o índice de lesões.

 

*Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 

 

 

 

 

 

INTERFERÊNCIA DA APRENDIZAGEM MOTORA NA PLASTICIDADE DO ENCÉFALO DE CRIANÇAS COM PARALISIA CEREBRAL

Fernanda Rodrigues*; Marcela Marys*; Poliane França*; Sandra Filgueiras**

 

RESUMO: O SNC possui uma rede neural complexa, com células altamente especializadas, que fazem milhares de conexões a todo momento e determinam a sensibilidade e as ações motoras, traduzindo-as em comportamento. Na presença de lesões, há um desarranjo nesta rede neural e o SNC inicia seus processos de reorganização e regeneração. A neuroplasticidade refere-se à capacidade que o SN possui em alterar algumas das suas propriedades morfológicas e funcionais em resposta às alterações do ambiente. Objetivo: Analisar a influência da aprendizagem motora na plasticidade do encéfalo em crianças com Paralisia Cerebral. Metodologia: Consiste em uma revisão bibliográfica no período de 2001 a 2011, realizada pelas bases de dados Lilacs, Medline, Pubmed, Science Direct, Biblioteca Cochrane, Portal Capes e SciELO. Resultados: Verificou-se que a busca de correlações entre lesão do SNC, alterações neuronais e recuperação comportamental, permite ressaltar a ocorrência de mudanças morfológicas e funcionais das estruturas nervosas relacionadas com o comportamento e a aprendizagem motora. Conclusão: A plasticidade do SNC viabiliza a recuperação do paciente neurológico, ainda que parcialmente. A interação com o meio ambiente é capaz de provocar transformações estruturais e funcionais no SNC. E, como a reabilitação física manipula os fatores intrínsecos e extrínsecos, permitindo uma adaptação cada vez melhor das respostas motoras emitidas, isso significa dizer que este método de tratamento, adequadamente aplicado, contribui efetivamente para a neuroplasticidade.

 

*Alunas do 10º período de graduação do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; ** Professora do Departamento de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

 

 

 

 

 

 

 

 

POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO DA FISIOTERAPIA NA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE

Daniel Ribeiro Andrade Miranda*; Érika da Silva Alcântara*; Maria Flávia Ferreira Pimenta*; Patrícia Botelho Alves de Carvalho*; Adriana da Silva Drumond**; Romilda Araújo***.

 

RESUMO: Fazer um levantamento na literatura sobre estudos que exploram as possibilidades de atuação da Fisioterapia na Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil e em outros países. Método: Realizou-se uma busca na base de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), da Bireme englobando Medline, SciELO, Lilacs, entre outros, nos idiomas português, inglês e espanhol. Foram incluídos todos os artigos que se referiam à Fisioterapia na APS e, excluindo-se os que somente citaram a fisioterapia, sem especificar suas ações; pesquisa descritivas e quali-quantitativas referentes às opiniões de fisioterapeutas quanto aos conhecimentos e experiências na APS e, atuação dos fisioterapeutas na APS sem clareza do tipo de intervenção realizada. Resultados: Encontrou-se 606 estudos. Destes, selecionou-se apenas estudos em formato de artigos (metodológicos, de revisão sistemática), obtendo 541 resultados e, a APS foi selecionada como o 'assunto principal', totalizando 107 estudos. De acordo com os critérios de exclusão e inclusão eliminou-se 89 e finalizou-se o estudo em 19 artigos. Sendo 6 publicados anteriormente a portaria do NASF. Foram encontrados 16 estudos publicados no Brasil, e 3 estudos no exterior. Dos 16 estudos encontrados em língua portuguesa todos se referem às ações da Fisioterapia na APS realizadas em serviços do dentro do SUS. Os mais recentes, destacando-se em sua maioria depois da implantação do NASF, em 2008. Os resultados apresentados seguem a ordem de maior aparição entre as atuações do fisioterapeuta citadas nas literaturas analisadas. Os artigos foram analisados em quadro comparativo. Conclusões: A atuação da Fisioterapeuta na APS ainda é pouco esclarecida, sendo percebida a necessidade de mais estudos teórico-metodológicos para comprovar os resultados práticos desta profissão.

 

*Acadêmicos do décimo período do curso de Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais; **Professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

 



Local:

Data de publicação no site: 02/05/2012


Link do artigo completo: http://icbs.pucminas.br/conteudo/Resumos TCC Fisioterapia_2011-semestre 2.docx PDF Document

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